
Luz se propaga como se o espaço tivesse sumido

As camadas de materiais com índices de refração negativo e positivo anulam as alterações de fase da luz, que emerge como se não tivesse passado por lugar nenhum. [Imagem: Nicoletta Barolini]
O espaço sumiu
Um grupo internacional de cientistas construiu uma nanoestrutura óptica que permite que a luz passe através dela sem nenhuma mudança de fase.
É como se o meio no qual a luz está viajando não existisse no espaço.
Se já é difícil para a intuição humana imaginar a eternidade - o não-tempo, que é muito diferente de um tempo muito longo - é praticamente impossível abstrair inteiramente do espaço, imaginando algo que não esteja em lugar nenhum.
Foi mais ou menos isso que os pesquisadores fizeram, criando um "não-espaço" para que a luz viaje sem qualquer distorção - e não imagine que seja algo tão simples quanto o vácuo, que está sempre espacialmente circunscrito.
E o dispositivo poderá ter aplicações práticas, podendo ser útil no campo da optoeletrônica, por exemplo, como uma forma de transportar sinais ópticos evitando qualquer distorção.
Metamaterial fotônico
Sempre que a luz viaja, qualquer que seja o meio que ela esteja atravessando, ela sofre uma mudança de fase, na medida que suas oscilações individuais se tornam defasadas umas em relação às outras.
Em algumas aplicações ópticas - por exemplo, nos interferômetros - essas variações de fase causam uma dispersão de frequências, levando a distorções de fase que, em última instância, reduzem a qualidade do sinal.
Agora os pesquisadores descobriram uma forma de controlar a dispersão da luz, usando um metamaterial, o mesmo tipo de estrutura artificial usada para fazer osmantos de invisibilidade.
O aparelho inclui cristais fotônicos com um índice negativo de refração, algo que não ocorre na natureza, mas que se tornou bastante comum com o advento dos metamateriais.
Esses cristais fotônicos artificiais são alternados com cristais comuns, com índice de refração positiva. Cada camada tem cerca de dois micrômetros de espessura.

Esquema do comportamento da luz no interior do metamaterial, contido dentro de um interferômetro Mach-Zehnder. [Imagem: UCL]
A luz que atravessa o material através do cristal fotônico flui na direção oposta do fluxo de energia.
O resultado é que a fase da luz continua oscilando quando sai do dispositivo, mas com uma mudança de fase de soma zero - o que equivale dizer, sem alteração de fase, como se a luz não tivesse atravessado meio nenhum.
Retardo de fase zero
"O que nós vimos é que a luz se dispersa através do material como se o espaço interior não estivesse lá," comenta o Dr. Serdar Kocaman, da Universidade de Colúmbia. "A fase oscilatória da onda eletromagnética nem mesmo avança como se estivesse no vácuo - é isso o que chamamos de retardo de fase zero."
O dispositivo foi fabricado usando pastilhas de silício, como as usadas na fabricação de processadores e outros chips, o que significa que ele poderá ser integrado em circuitos optoeletrônicos.
"Nós agora podemos controlar o fluxo da luz, a coisa mais rápida que conhecemos," comenta Chee Wei Wong, principal autor da descoberta. "Isso pode permitir [a criação de] feixes de luz autofocantes, antenas altamente direcionais, e até mesmo uma outra abordagem para encobrir ou ocultar objetos."

Esponja magnética comprime a si própria
Quando submetida a um campo magnético, a esponja "se aperta" e libera o líquido contido em seu interior. [Imagem: J. Am. Chem. Soc.]
Esponjas magnéticas
Pesquisadores japoneses construíram uma esponja que comprime a si mesma sob a ação de um campo magnético.
O principal objetivo dos pesquisadores é desenvolver um material capaz de levar medicamentos para o interior do corpo humano, e liberá-lo quando necessário, ou seguindo um agendamento de horários.
O Dr. Toshiaki Enoki e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Tóquio construíram uma nanoesponja cuja condição normal é expandida. Desta forma, os medicamentos podem ser colocados facilmente em seu interior.
Quando submetida a um campo magnético, a esponja "se aperta" e libera o líquido contido em seu interior..
Nanomagnetos
A esponja é feita com uma rede de ímãs em nanoescala, feitos de uma liga de cobalto e paládio.
Cada ímã tem três nanômetros de diâmetro. Eles são interligados por cadeias moleculares (alquil) em forma de mola.
Mas os usos práticos ainda vão ter que esperar um pouco. A compressão da esponja magnética exige a aplicação de um campo magnético forte demais, de 7 Tesla. E ela funcionou bem a uma temperatura criogênica, de 2 K.

Parede multi-touch de 46 polegadas
NEC usa oito telas de 46 polegadas para criar uma mega telão multi-touch
Se você acha que aquele computador All-in-One que acabou de ver nas lojas com tela de toque é o que há de maior quando você resolve colocar mais de um dedo na tela, está enganado. A empresa NECaproveitou a feira Digital Signage Japan 2011, que aconteceu entre os dias 8 e 10 de junho lá no país do sol nascente, para mostrar seu projeto de oito monitores de 46 polegadas alinhados e compatíveis com a tecnologia de toque que aceita mais de um dedo ao mesmo tempo.
Telão multi-touch NEC (Foto: Reprodução)
Com o nome de Multi-Touch Wall, toda esta maravilha tecnológica que está pronta para receber os dedos mais nervosos, é controlada por um único computador equipado com o Windows Embedded Standard 7.
Todos os monitores são de LCD e tem as bordas praticamente inexistentes, para que você não perca a imagem do que está arrastando com os dedos pela imensa tela. Cada monitor tem resolução nativa de 1366 x 768 pixels, o que dá um total de 5464 x 1536 pixels somados de todos os monitores e uma tela de 4,1 metros de largura por 1,15 metros de altura.
Para justamente evitar que você perca o controle do que está arrastando com os dedos, há uma lâmina de vidro convencional que deixa toda a superfície perfeitamente uniforme e os dedos são reconhecidos por sensores infravermelho, mas apenas reconhecem dois dedos ao mesmo tempo, o que pode ser nada útil para uma tela tão grande.
As utilidades desta tela podem ser as mais criativas possíveis, como em publicidade de algum jogo ou quando alguém quer mostrar de modo mais realista um projeto no meio da rua, imaginem!

